19 de ago de 2015

Faixa a Faixa - The Soft Moon - The Soft Moon (2010)

Uma bela surpresa. Não conhecia a banda, nunca havia ouvido falar. Sugestão do YouTube.com que sempre surpreende.

Estou compartilhando aqui para tornar cada vez mais conhecida a música dessa banda muito louca. 2010. Quem diria? Uma banda tão original e ao mesmo tempo com um pé fincado nas raízes eletro eletrônicas dos anos 70/80. Muito bom. Vou ouvir mais. Curtam!


Siouxie and the Banshees
O álbum abre com Breathe The Fire, que faz lembrar muito bandas como Bauhaus, Siouxie and the Banshees e Echo and The Bunnymen. Guitarras solo perdidas e levemente detunadas, tomam conta dos arranjos e o baixo incansável, como nos primeiros discos do U2, fazem você viajar um pouco na atmosfera dos anos 80.
BAUHAUS

Echo and The Bunnymen















Circles, a segunda faixa tem uma batida que remete a Joy Division, She's Lost Control, para ser mais preciso. A guitarrinha detunada está lá marcando presença, porém a coisa toda é levada para um lado mais industrial-postpunk, com riffs mais pesados. O clima de Ian Curtis e sua turma está sempre presente e na hora do solo a guitarra intervém como Lee Ranaldo do Sonic Youth, rasgando tudo com um ruído das profundezas do aço.

Out Of Time dá a impressão de que mudamos mesmo de atmosfera e adentramos as praias frequentadas por Joy Division, Sisters of Mercy, Cabaret Voltaire e bandas mais dos anos 90, como Queen's of the Stone Age. Lá no fundo conseguimos sentir uma leve influência de DEVO, Sigue Sigue Sputnik e outras bandas do gênero. Realmente um grande leque de influências.

Com When It's Over a banda dá a entender que vai entrar na sessão baladinha, entretanto a baladinha vem regada de psicodelia, vocais reverberando lá no espaço sideral da mente e guitarras a lá Syd Barrett. Elementos levemente agressivos sempre aparecem solando, interrompendo a lisergia sem deixar a loucura de lado. Bem psicodélica, lembra um pouco Charlotte Sometimes do Cure.

Dead Love é deliciosamente gótica. Puros anos 80. Billy Idol, Sisters of Mercy. Os vocais, contudo, possuem um toque bem original. Coisa dos anos 2000 em diante. Mais uma surpresa! Os breves solos de longas e poucas notas já começam a me cativar, e o baixo já mostrou que é um dos pilares da banda, sustentando qualquer tipo de loucura que os vocais ou as guitarras ou os sintetizadores venham a cometer.

Apesar de já ter revelado algumas das principais influências, a banda continua conquistando os ouvintes mais exigentes do gênero gotik-deprê-postpunk com a faixa instrumental Parallels. Riffs muito bons de contrabaixo, continuam a embalar as loucuras dos outros músicos. Viva!

We Are We - Há uma música do Joy Division que começa do mesmo jeito, com esse fade in no beat. Até o beat é meio parecido. Já virei fã dessa guitarrinha meio insana, que toca poucas e nervosas notas. Quando a voz começa faz lembrar um pouco o Bolshoi, ou Ministry sem o peso caraterístico. Curta e decente.

Sewer Sickness traz de volta o lado Siouxie and the Banshees com guitarras distorcidas à moda do Fall, porém sem perder a originalidade. Uma nova mistura de ingredientes que já estavam ali o tempo todo, mas que nunca haviam se encontrado antes. Mais uma instrumental que mostra que a banda deve ser muito interessante de se conferir ao vivo.

Into The Depths é amis uma que começa com o beat e o baixo. Não importa! Já virei fã. A atmosfera anos 80 é reverenciada sem medo de ser feliz ou brega ou datado ou mesmice. Os riffs que já estamos cansados de ouvir ganham uma nova roupagem, um novo tempero que fazem com que fiquemos com vontade de ouvir mais. Uma longa introdução dá a entender que se trata de mais uma faixa instrumental, mas os vocais surpreendem novamente, juntamente com a guitarra, louca e frágil, e levam a música para uma atmosfera onírica.

Primal Eyes vem com todo o suspense que o final de um álbum deve apresentar. Aquelas músicas que serão ouvidas por poucas pessoas, mas que carregam toda a bagagem undeground da banda, e que por isso mesmo deveriam ser tratadas com mais atenção. Se fosse uma das primeiras do disco teria levado a audiência a uma opinião totalmente diferente a respeito da banda. Noisy! Boa!

O álbum termina com Tiny Spiders e não deixa de lado as influências DARK dos anos 80. Definitivamente deu vontade de ouvir os caras ao vivo. Uma grande quantidade de músicas instrumentais e outras com longas introduções que só entregam os vocais quando você já entrou num clima bem hipnótico. Como já havia dito anteriormente, uma bela surpresa! Espero que curtam com eu curti. Vou procurar mais...

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